Adoro a internet. Ela nos proporciona informações que nem imaginamos que existam. As que ultimamente têm me fascinado são as notícias estapafúrdias. Coisas como o filtro anti-pum desenvolvido por uma empresa americana (que fique claro que é para ser usado na cueca), o pitbull enlouquecido que invadiu um motel em Ribeirão Preto e assustou os clientes (não mordeu nada nem ninguém, ao menos) e o homem que ganhou R$ 17 mil na loteria mas fumou o bilhete premiado (cigarro de tabaco, é claro). Esse tipo de matéria me fascina, mas de toda a bizarrice que é publicada todo dia, nada prende mais minha atenção do que as notícias de mortes esdrúxulas.
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Em 2003, três quenianos morreram tentando recuperar um telefone celular que caiu dentro de uma privada, na Cidade de Mossamba, no Quênia. Motivados pela recompensa de 1.000 xelins (o equivalente a R$ 45) eles quebraram o piso e desceram à fossa sanitária, mas, sem trocadilhos étnico-raciais, não conseguiram sair da merda e morreram envenenados pelos gases.
- Uma mulher morreu atropelada pelo próprio carro em Santa Cruz do Sul (RS). Ela estacionou o veículo na garagem de casa, mas não teria puxado o freio de mão. Quando desceu para fechar o portão, o carro se moveu e a atingiu.
- Em maio um Vietnamita morreu eletrocutado quando cantava em karaokê, e na semana passada um motorista de ônibus no México atropelou um elefante que atravessava a rua. Os dois paquidermes morreram.
Eu sou sádico por acompanhar essas notícias? Não, não, eu sou é um medroso. Devoro todos os canais de publicação desse tipo de material em busca de situações em que eu não devo me meter. Não quero morrer como a americana que plantou bananeira na varanda do hotel, caiu e morreu, tampouco quero que seja lembrando como o sujeito que morreu urinando na cerca elétrica. Que legado eu deixarei para os meus filhos? O legado de um homem que morreu esmagado por um crucifixo durante missa?
Confesso, tenho medo de mortes ridículas. A morte em si não é um mistério para mim. Ela é apenas o propósito da vida, mas muitos ainda a supervalorizam e insistem em fazer dela um marco histórico familiar, mas morrer envenenado por chá contra azar não é o tipo de lembrança que eu quero para meus familiares e amigos. Quero ser lembrado como o cara que fazia piada da perspectiva da própria morte, que queria festa no seu funeral e que só aceitaria morrer atropelado se fosse por um Porsche. O óbito em si é apenas um detalhe.
*Texto em homenagem ao cartunista pernambucano Clériston, que tem tanto medo quanto eu de perecer de maneira ridícula
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As mortes são tão inusitadas que chegam a ser engraçadas, Deus que me perdoe!
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Fábio Melo Respondido:
outubro 3rd, 2008 em 1:06 am
“Deus que me perdoe!” [2]
Eu também ri.
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Pelo menos essas pessoas serviram para algo na humanidade: serão eternizadas na forma de gargalhadas.
E ri o tempo todo em que li essa postagem… =)
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Fábio Melo Respondido:
outubro 3rd, 2008 em 10:54 am
Riu da morte dos outros? Você vai para o inferno seu Dragus
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Dragus Respondido:
outubro 5th, 2008 em 2:27 pm
E com certeza encontrarei alguns deles por lá e ganharei um cargo com o capete de “gargalhador oficial de idiotas” entre uma tortura e outra. =p
Aliás, o diabo nunca me desejaria por lá, ele não curte concorrência. =p
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Não acho que a morte seja O propósito da vida. Acredito que a morte faz parte da vida, mas só quero essa parte daqui há muitos anos…
Quanto as notícias… bem, essas coisas só me fazem viver a cada dia de forma mais intensa! O ser humano é muito frágil! A qualquer momento a gente pode receber a visita da Dona Morte (The Sims?!) Portanto, Carpe diem quam minimum credula postero…
Eu quero mais é viver… E se tiver que morrer, que seja de amor…
Beijo.
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Fábio Melo Respondido:
outubro 3rd, 2008 em 10:55 am
Como disse o Agente Smith, no filme Matrix, “o propósito da vida é acabar”.
Sorry, eu sou meio apocalíptico mesmo
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Como assim atropelou um elefante????
Gente, to chorando de rir até agora! E os africanos que morreram atolados no cocô?????
Choray! Deus me livre das almas penadas puxarem meu pé de noite!!
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Fábio Melo Respondido:
outubro 3rd, 2008 em 11:01 am
Julio, teve o pastor que morreu afogado quando foi imitar Jesus. Dá pra tu um coisa dessas?
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sim……….. vc adooooooora essas mortes neh
q blogueiro mais sinistro hehehe
=*
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Fábio Melo Respondido:
outubro 5th, 2008 em 11:51 am
Mas eu faço comédia delas pô
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medo!
muito medo!
ui!
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Fábio Melo Respondido:
outubro 5th, 2008 em 11:51 am
Vai dizer que não risse de nenhuma?
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Também ri muito, principalmente dos 3 quenianos, se fosse sé 1 não é? mas 3? hahahaahah parace mais os 3 patetas de tão irreal
Eu também sou um grande medroso, preciso confessar
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Fábio Melo Respondido:
outubro 8th, 2008 em 1:13 pm
Vamos todos para o infernoooooooo!!!!!!!!!!
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Нормуль!
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