A associação do romance
1984 a contemporaneidade é algo frequente. Afinal, assim como na distopia de George Orwell, vivemos em um mundo onde nossas vidas se tornaram vigiadas. Embora, ao contrário da história do jornalista britânico, forneçamos informações pessoais de maneira totalmente voluntária.
Tal atitude é tomada em prol da organização. Para isso, usamos as redes sociais para listar nossos amigos, nossas fotos, leituras, filmes e séries vistas e outras ações cotidianas. Assim, aos poucos caminhamos para tempos bizarros onde nossa vida é transformada num conjunto de dados.
Não é difícil imaginar um diálogo no futuro sobre uma pessoa morta: "Bem, esse aqui é o Rafael S. W. Cunha, faleceu às 15hrs e 9min do dia 23 de setembro de 2150. Tinha 11308 amigos, esteve em 8902 lugares, assistiu a 1539 filmes, 205 séries e leu 2 livros".
Esse cenário me assusta um pouco, talvez porque minha mentalidade ainda é seja do finalzinho do século XX. Por isso, se você está lendo isso em um futuro pouco distante e, por acaso, é meu neto, peço que tente apagar meus dados da internet. Eu sei, eu poderia simplesmente parar de registrar tudo que eu faço, mas é realmente difícil.